Não consigo dormir, Romeu
Não consigo te deixar em paz
Já contei mil vezes os carneirinhos
pulando e re-pulando aquela maldita cerca
Já me contei estórias tediosas
Mas o sono se foi nessa guerra
Agora estou aqui,
escrevendo pra você Romeu.
Minha última esperança
é falar dessa insônia
dessa desordem natural
Não consigo fechar os olhos,
sem sentir medo de te perder
sem acreditar que você vai morrer
que as portas vão se fechar
que o veneno é fatal
que isso é reduntante
que a Julieta se vai também
que há jacarés,
e vampiros e caixões.
Romeu, me deixe em paz
quero meu sono de volta
minha paz restaurada
quero minha consciência limpa
quero viver longe de você!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Um vislumbre
Antes de jogar essa panela de arroz queimado fora,
tive um vislumbre:
Haviam moscas onde eles dormiam
Haviam.
E eles sentiam fome, e nada mais.
Porque já não sentiam.
Aquele cheiro forte de dor
Aquela cor, que era só a sujeira impregnada em suas peles
então, na verdade, não sabiam de que cor eram.
Não se viam mais.
Acordavam cedo, porque mal dormiam
E iam procurar no meio do lixo o que comer.
E não tinham luxo.
Comiam aquela comida amarga,
que era boa, porque não conheciam outro sabor no mundo.
tive um vislumbre:
Haviam moscas onde eles dormiam
Haviam.
E eles sentiam fome, e nada mais.
Porque já não sentiam.
Aquele cheiro forte de dor
Aquela cor, que era só a sujeira impregnada em suas peles
então, na verdade, não sabiam de que cor eram.
Não se viam mais.
Acordavam cedo, porque mal dormiam
E iam procurar no meio do lixo o que comer.
E não tinham luxo.
Comiam aquela comida amarga,
que era boa, porque não conheciam outro sabor no mundo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Queria ser sua musa
Eu gostaria de vê-lo
derreter em meu alento
Balbuciar meu nome inúmeras vezes
implorar que eu fique perto
Queria que você me desejasse
que me amasse, enfim, por completo
Não só meu corpo,
nem só minhas curvas
ou minhas travessuras
Queria ser sua mulher por inteiro
Que você valorizasse como penso
e escrevo
O que leio, como e bebo
Que apreciasse o que falo,
que me contasse o que pensas
e me explicasse sobre seus sonhos e medo
e segredos.
Queria ser sua musa,
e pedir para me amar de manhã
até o dia virar noite
e me amar por completo,
do começo ao fim.
derreter em meu alento
Balbuciar meu nome inúmeras vezes
implorar que eu fique perto
Queria que você me desejasse
que me amasse, enfim, por completo
Não só meu corpo,
nem só minhas curvas
ou minhas travessuras
Queria ser sua mulher por inteiro
Que você valorizasse como penso
e escrevo
O que leio, como e bebo
Que apreciasse o que falo,
que me contasse o que pensas
e me explicasse sobre seus sonhos e medo
e segredos.
Queria ser sua musa,
e pedir para me amar de manhã
até o dia virar noite
e me amar por completo,
do começo ao fim.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Estou com medo desse sentimento novo
Estou com medo desse sentimento novo
Esse negócio que invadiu.
Não é um tédio qualquer
nem opção de ser
Está mais para uma falta do que sentir
Está vazio meu coração, por assim dizer.
Está sim, nada para sentir.
Nem tristeza porque alguém foi embora
Nem alegreia porque você poderá vim.
Vai ver, esses sentimentos estão guardados
Esperando o momento certo para explodir
E é disso que tenho medo.
Da explosão.
Da última vez, que veio esse silêncio
Ah! Daquela vez, achei que não fosse mais levantar
Ele me arrebatou, sofri as duras penas da paixão
Enfim passou, eu acho...
E agora, estou aqui
Numa maré calma, sem avistar nada ao horizonte
Aguardando a próxima tempestade.
Esse negócio que invadiu.
Não é um tédio qualquer
nem opção de ser
Está mais para uma falta do que sentir
Está vazio meu coração, por assim dizer.
Está sim, nada para sentir.
Nem tristeza porque alguém foi embora
Nem alegreia porque você poderá vim.
Vai ver, esses sentimentos estão guardados
Esperando o momento certo para explodir
E é disso que tenho medo.
Da explosão.
Da última vez, que veio esse silêncio
Ah! Daquela vez, achei que não fosse mais levantar
Ele me arrebatou, sofri as duras penas da paixão
Enfim passou, eu acho...
E agora, estou aqui
Numa maré calma, sem avistar nada ao horizonte
Aguardando a próxima tempestade.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
É assim.
A gente demora tanto tempo para aprender
e mesmo assim, não aprende.
Acho mesmo, que são apenas lapsos de lucidez que me assolam
Mas é necessário errar sozinho,
não que os conselhos não funcionem
mas agora sim, fazem sentido.
É assim,
e agora sim, entendo,
Tudo passa, querido amigo, João
tudo realmente passa
e nem tudo pelo o que se perdeu tempo,
era importante
apesar que aquele tempo perdido fez sofrer
e só posso dizer isso agora.
E tudo passa.
Até, nós mesmo, passamos...
e mesmo assim, não aprende.
Acho mesmo, que são apenas lapsos de lucidez que me assolam
Mas é necessário errar sozinho,
não que os conselhos não funcionem
mas agora sim, fazem sentido.
É assim,
e agora sim, entendo,
Tudo passa, querido amigo, João
tudo realmente passa
e nem tudo pelo o que se perdeu tempo,
era importante
apesar que aquele tempo perdido fez sofrer
e só posso dizer isso agora.
E tudo passa.
Até, nós mesmo, passamos...
Nada mais me prende
Nada mais me prende à esses verbos
à essas inseguranças, que tanto desconheço
Essa vida doida, de espera
Por apravação.
Nada mais.
Em mim, só cabe esse sentimento
interminável de que ainda está meio vazio,
eu diria mais do que três quartos,
porque ainda falta muito que encher...
Cabe muito em mim.
Muito amis do que medo,
apesar do medo, às vezes ser necessário
e até as indecisões.
Mas além de tudo isso,
cabe muito mais em mim
do que esse conhecimento vão
que você chama de mundo.
à essas inseguranças, que tanto desconheço
Essa vida doida, de espera
Por apravação.
Nada mais.
Em mim, só cabe esse sentimento
interminável de que ainda está meio vazio,
eu diria mais do que três quartos,
porque ainda falta muito que encher...
Cabe muito em mim.
Muito amis do que medo,
apesar do medo, às vezes ser necessário
e até as indecisões.
Mas além de tudo isso,
cabe muito mais em mim
do que esse conhecimento vão
que você chama de mundo.
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