sábado, 26 de novembro de 2011

Etilista e suas filhas no meu consultório

Eu vou sair daqui
E eu não vou pra casa
você sabe o que eu fazer
tem uma pista lá em cima
E eu vou me jogar embaixo de um carro
Porque ninguém me ama...
E eu estou louca
e tenho que morrer, desesperadamente...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

No fundo, escuro e assustador do meu coração

Essas cicatrizes que você me deixou
Todo esse espaço que falta preencher na minha sala
no sofá, e na minha cama,
foi você quem me deixou assim

Sem esperanças, ou mesmo medo
porque afinal, eu sei que você não pode voltar
ou que talvez você queira, ou me queira de volta

Acabou.

sábado, 20 de agosto de 2011

Sono morbido

era assim que sempre findava o dia
se cobria com três cobertas e se deitava sem travesseiros
queria mais se enterrar do que dormir.

mas era assim que se sentia melhor ao fim do dia
punha pijama e arruma aquele leito estranho e quente
e ficava enfurnada ali e imóvel ate o amanhecer

abria os olhos desiludida porque infelizmente nada daquilo tinha acabado
e reiniciava sua rotina.
e no escritório, a cada brecha que tinha,
imaginava o próprio funeral,
e quantas pessoas iriam
e quem nao iria.
e entao finalmente seria vista e comentada.

de resto sua vida, seguia vazia, e ardia.
mas nada fazia enfim,
alem de arrumar os tres cobertores,
para se acostumar com o caixão.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

medo

tão presente em meus textos
tão quente em meu ventre
revirando minhas entranhas
pulsando em meu peito

causa uma reviravolta, uma afronta
me traz um jornal com falsas noticias
cria cenas e vultos e fantasmas
e assobios de mentira

fiquei quase a ponto do manicomio
quase ao ponto do suicidio
quase ao ponto do asilo
do naufragio, da estupidez

este medo maldito de tudo.

domingo, 7 de agosto de 2011

domingo de manha



nesse domingo de manha,
acordei em seus braços
e parecia que tudo estava certo

tinha medo de escrever sobre isso
e a verdade se perder
e a tranquilidade acabar

mas nesse domingo percebi
que você está aqui me envolvendo
e seu abraço me faz querer ficar

quinta-feira, 10 de março de 2011

dance in the dark

Tinha pouca luz, e um balanço gostoso dos corpos
poucas palavras, e uma tonteira boa
era fácil se envolver

Tinha pouco espaço e vários corações acelerados
Tinha pouco tempo, e muitos sonhos
Os cabelos agitados, suados e pulando

Pra ela, a melhor parte era quando a luz piscava de uma forma
que parecia que tudo ia em camera lenta
Era tudo em tempo real
mas as pessoas ficavam mais vivas
mais delicadas, mais gostosas
tudo ficava intenso, então ela fechava os olhos por um minuto
e sentia seu corpo absorver todo aquele momento de nada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De certa forma

De certa forma, as palavras se perdem nesse abismo
De uma forma ou de outra, o silêncio prevalece
Mesmo que você tente acompanhar o eco.

De um jeito louco e descontrolado
descendo aquele barranco, com tantas pedras
sem freios, nem tempo, nem certezas

Esse fim acelerado que não chega
Que sempre chega
Que não se sabe quando vem
Mas aí está.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Nada além de nada

Nada além de nada
É essa falta de assunto
mesmo em momentos multitarefas
Esse silêncio me invade
Minha alma fica quieta
Aproveitando essa solidão
que por hora é gostosa e acalma
Nada além de uma boa calmaria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Então, o recomeço

Há uma coisa linda no começo
essa sensação de esperança
que vai dar tudo certo

essas coisas novas
no novo apartamento

esse amor novo que enche
toda a cama

Existe essa sensação adorada
de satisfação
De como as coisas devem ser
melhores
De novo
Novo e brilhante.

Feliz 2011!