era assim que sempre findava o dia
se cobria com três cobertas e se deitava sem travesseiros
queria mais se enterrar do que dormir.
mas era assim que se sentia melhor ao fim do dia
punha pijama e arruma aquele leito estranho e quente
e ficava enfurnada ali e imóvel ate o amanhecer
abria os olhos desiludida porque infelizmente nada daquilo tinha acabado
e reiniciava sua rotina.
e no escritório, a cada brecha que tinha,
imaginava o próprio funeral,
e quantas pessoas iriam
e quem nao iria.
e entao finalmente seria vista e comentada.
de resto sua vida, seguia vazia, e ardia.
mas nada fazia enfim,
alem de arrumar os tres cobertores,
para se acostumar com o caixão.
sábado, 20 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
medo
tão presente em meus textos
tão quente em meu ventre
revirando minhas entranhas
pulsando em meu peito
causa uma reviravolta, uma afronta
me traz um jornal com falsas noticias
cria cenas e vultos e fantasmas
e assobios de mentira
fiquei quase a ponto do manicomio
quase ao ponto do suicidio
quase ao ponto do asilo
do naufragio, da estupidez
este medo maldito de tudo.
tão quente em meu ventre
revirando minhas entranhas
pulsando em meu peito
causa uma reviravolta, uma afronta
me traz um jornal com falsas noticias
cria cenas e vultos e fantasmas
e assobios de mentira
fiquei quase a ponto do manicomio
quase ao ponto do suicidio
quase ao ponto do asilo
do naufragio, da estupidez
este medo maldito de tudo.
domingo, 7 de agosto de 2011
domingo de manha
nesse domingo de manha,
acordei em seus braços
e parecia que tudo estava certo
tinha medo de escrever sobre isso
e a verdade se perder
e a tranquilidade acabar
mas nesse domingo percebi
que você está aqui me envolvendo
e seu abraço me faz querer ficar
Assinar:
Comentários (Atom)
