quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Seu sorriso

Quando seu coração doer
Sorria
Quando a saudade apertar
Sorria
Quando o tempo passar
Sorria

Seu sorriso doce, me acalma
Sua boca me cura
Sua língua me traduz
Mas não chore, amor
Porque suas lágrimas me adoecem
Sua dor me consome

domingo, 19 de julho de 2015

Sobre o vazio dos tempos tristes






Uma caixa vazia
Um vazio torto e falho
Uma pausa no tempo suspenso por fios de silicone
Um dia vazio, um domingo

Uma casa deserta na praia longínqua
Um fato verdadeiro e embaraçoso
Um beijo molhado na chuva
Uma fada bonita e sozinha

Um velho com boas histórias para contar
Um amor que ficou velho e perdido
Uma mulher foda e caseira
Uma vida cheia de coisas e de nada

Uma casa vazia num dia frio
Uma dor que não passa e falha
Um tempo corrido e perigoso
Alucinações...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O que há nela e em mim




Existe algo sobre ela que me atrai
Essa complexidade de seres
Esse jeito de ser múltiplo e paradoxo

Essa necessidade de revisitar os clássicos
Essa possibilidade de ser todas
Meiga, doida, séria, pop, elegante

Existe esse algo nela que me perturba
A falta de medo de ser o que se quer
E ao mesmo tempo, esse medo terrível de não ser.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Existe em mim


Existe mais sobre mim do que você supõe 
Existe mais do que eu sei
Existe uma porta em mim
Para uma nova dimensão
Existe mais em mim do que já sonhei

Existe um desejo doido
Quase incontrolável
Por viver intensamente
E a calmaria, é pouca pra mim
E eu não sabia, ou não queria acreditar

Existe em mim um vão.
Um pedaço que não consigo preencher
E eu não sei porque.
Existe em mim, muito mais do que eu sei.

sábado, 7 de julho de 2012

Você

Você é meu ideal, minha vida, minha tentação, 
Você é o que sonhei
minhas buscas...
Você é minha resposta.

Você é aquele que me completa, que me entende.
Que não questiona minha "esquisitices", minhas angustias, minhas duvidas, minhas mágoas, meus medos, apenas me incentiva...
Você é aquele que me respeita, que me aceita e apoia...

Mas quando eu erro,
Você me critica, eu franzo a testa e desvio o olhar.
Não duvide, eu escuto.
E isso me faz melhor.
Você tem esse dom, de me perturbar de uma forma boa...
Você me faz querer ficar...

Mesmo quando você me faz cosquinhas todos os dias...
Nunca me faltarão motivos para rir...

Sua tristeza é minha pior doença...
E eu sempre vou buscar uma cura pra ela. Eu te prometo!
Você é meu porto-seguro.
É meu amor,
Minha vida,
E agora, você é minha saudade.

sábado, 16 de junho de 2012

Cansada

Cansada, de olhos semiabertos
de coração semibatendo
de respiração semioxigenando

Tão cansada, que sinto que dói o sangue quando corre nas veias
que dói quando o músculo contrai em cada movimento
dói, cada minúsculo tempo de espera.

Tão cansada, que só assim pra saber que 
o físico existe.
Que o corpo está presente.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Porto-seguro


Christine Penkuhn
Artista plástica

Um dia, quando mal nos conhecíamos
quando éramos estranhos apaixonados
quando eramos hormônios falantes e sonhos
quando eramos desejos ardentes e fogo
Você me abraçou suavemente, na cozinha, e me disse:
"agora sou seu porto-seguro"
Você não tinha ideia.
Não tinha.
Eu não tinha.

Ninguém tinha.
...

E hoje, quando te deixei no aeroporto,
percebi essa calmaria que se tornou meu coração
o sossego que você trouxe para minha vida
O amor me aconchegou,
e mesmo que eu tenho ido embora correndo para não chorar,
porque são só por quatro dias,
meu coração fica apertadinho,
porque é verdade,
Você é meu porto-seguro.

Something makes you special

Something makes you special
something makes you mine
something makes this forever
somethings in this is lime...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Da morte, de quando se ainda é vivo

A pior morte, é aquela que a gente assiste
que acontece lentamente
da qual somos impotentes...
Que rezamos o luto em silêncio,
sabendo que não podemos frear o câncer
sabendo que não podemos tirar o mal com as mãos
sabendo que o vício pela dor é mais forte
Essa morte, que acontece antes mesmo da vida acabar
É a mais dolorosa
É a que choca mais
E consome lentamente, e faz sofrer como uma tortura excruciante
e faz sangrar, mesmo que não escorra sangue.

domingo, 4 de março de 2012

Os sonhos dele.

Os olhos dele
tão serenos, fechados e distantes.
Sua boca cerrada...
Um leve suspiro...
Contorno suas sobrancelhas, seu nariz
seu bigode.
Fico assim, a observar seus sonhos...

sábado, 26 de novembro de 2011

Etilista e suas filhas no meu consultório

Eu vou sair daqui
E eu não vou pra casa
você sabe o que eu fazer
tem uma pista lá em cima
E eu vou me jogar embaixo de um carro
Porque ninguém me ama...
E eu estou louca
e tenho que morrer, desesperadamente...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

No fundo, escuro e assustador do meu coração

Essas cicatrizes que você me deixou
Todo esse espaço que falta preencher na minha sala
no sofá, e na minha cama,
foi você quem me deixou assim

Sem esperanças, ou mesmo medo
porque afinal, eu sei que você não pode voltar
ou que talvez você queira, ou me queira de volta

Acabou.

sábado, 20 de agosto de 2011

Sono morbido

era assim que sempre findava o dia
se cobria com três cobertas e se deitava sem travesseiros
queria mais se enterrar do que dormir.

mas era assim que se sentia melhor ao fim do dia
punha pijama e arruma aquele leito estranho e quente
e ficava enfurnada ali e imóvel ate o amanhecer

abria os olhos desiludida porque infelizmente nada daquilo tinha acabado
e reiniciava sua rotina.
e no escritório, a cada brecha que tinha,
imaginava o próprio funeral,
e quantas pessoas iriam
e quem nao iria.
e entao finalmente seria vista e comentada.

de resto sua vida, seguia vazia, e ardia.
mas nada fazia enfim,
alem de arrumar os tres cobertores,
para se acostumar com o caixão.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

medo

tão presente em meus textos
tão quente em meu ventre
revirando minhas entranhas
pulsando em meu peito

causa uma reviravolta, uma afronta
me traz um jornal com falsas noticias
cria cenas e vultos e fantasmas
e assobios de mentira

fiquei quase a ponto do manicomio
quase ao ponto do suicidio
quase ao ponto do asilo
do naufragio, da estupidez

este medo maldito de tudo.

domingo, 7 de agosto de 2011

domingo de manha



nesse domingo de manha,
acordei em seus braços
e parecia que tudo estava certo

tinha medo de escrever sobre isso
e a verdade se perder
e a tranquilidade acabar

mas nesse domingo percebi
que você está aqui me envolvendo
e seu abraço me faz querer ficar

quinta-feira, 10 de março de 2011

dance in the dark

Tinha pouca luz, e um balanço gostoso dos corpos
poucas palavras, e uma tonteira boa
era fácil se envolver

Tinha pouco espaço e vários corações acelerados
Tinha pouco tempo, e muitos sonhos
Os cabelos agitados, suados e pulando

Pra ela, a melhor parte era quando a luz piscava de uma forma
que parecia que tudo ia em camera lenta
Era tudo em tempo real
mas as pessoas ficavam mais vivas
mais delicadas, mais gostosas
tudo ficava intenso, então ela fechava os olhos por um minuto
e sentia seu corpo absorver todo aquele momento de nada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De certa forma

De certa forma, as palavras se perdem nesse abismo
De uma forma ou de outra, o silêncio prevalece
Mesmo que você tente acompanhar o eco.

De um jeito louco e descontrolado
descendo aquele barranco, com tantas pedras
sem freios, nem tempo, nem certezas

Esse fim acelerado que não chega
Que sempre chega
Que não se sabe quando vem
Mas aí está.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Nada além de nada

Nada além de nada
É essa falta de assunto
mesmo em momentos multitarefas
Esse silêncio me invade
Minha alma fica quieta
Aproveitando essa solidão
que por hora é gostosa e acalma
Nada além de uma boa calmaria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Então, o recomeço

Há uma coisa linda no começo
essa sensação de esperança
que vai dar tudo certo

essas coisas novas
no novo apartamento

esse amor novo que enche
toda a cama

Existe essa sensação adorada
de satisfação
De como as coisas devem ser
melhores
De novo
Novo e brilhante.

Feliz 2011!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O fim

Há uma melancolia na despedida
na morte, na ida e no término
Há essa tristeza, esse apego
e todos nós sabemos,
não tem jeito
é inevitável, somos finitos.

Então os dias se passam
A angústia passa
Até a felicidade passa
Outros recomeçam,
e outros são enterrados
Outros ainda, cremados.