terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre beijos e acasos

Mania tonta de contar as horas
De saber qundo você vai chegar
e te esperar partir...

Mania sem controle de contar seus passos
Esse destino é muito brincalhão
Controla meus passo até aqui.

Para te ver partir e me despedir.
Para pedir um beijo de boa noite.
Para desejar melhores escolhas...

Mania essa de te querer tanto
de acreditar que nada disso é proposital
é só o incosciente do destino em mim.

Pra te ver, essa mania doentia
de inventar desculpas...

domingo, 25 de abril de 2010

Seus olhos são claros

Seus olhos são claros
não pela cor,
mas pela transparência
pela verdade
pelo o que sente

Você já percebeu como fica feliz
quando me vê?

sábado, 24 de abril de 2010

Fantasia

É essa ansiedade estranha
que faz com que eu minta
Essa sensação de que tudo vai acabar logo
É isso que faz com que você acredite em mim

Mas nada disso é verdade
e já nem sei, o que de tudo isso
faz sentido.

Nada do que eu diga
preenche esse vazio
Nem mesmo, acreditar nas mentiras

E mesmo que eu diga que eu queria você aqui
Não sei se é verdade
Porque no fim, é tudo fantasia.

Fantasias etéreas
pecaminosas
picantes
embriagantes
Mas apenas, fantasias...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

You got me!

Não posso esconder o que sinto
só por medo de errar

Devemos sim, corrigir essas falhas
e aprender com elas

Montar novos quadros
e pintá-los com cores suaves
e mornas

Para que sempre mantenham
a forma.

Vire paisagens aconchegantes
como teu peito.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Por pouco

Por pouco, aquele acontecimento não vira
e deságua sobre nossos planos sombrios
Sonhando acordada, debruçada no balcão
Desejando o que não é, e nem pode
Ser meu...
Quantos pecados há nisso?
Se existe pecado...
Se existe céu, ou inferno...
Se é que existimos...
Triste sentimento de culpa me atinge.
Tinge. Verde-limão.
É a cor doentia dessa rima, sem cor.
Qnto custa um pedaço do paraíso?

Eu sei.

A beleza dos teus olhos está quando me vê
Salta aos teus olhos essa emoção
Eu sei que não é o que quer parecer
Mas também sei do que sei

Não é apenas intuição
Não é nada não...
Apenas observação.
Eu sei!

Eu sei, sim
que quando você me olha
Principalmente quando pensa que não vejo
Seus olhos brilham
Sua pele brilha
Seu sorriso é mais verdadeiro.
Você pode até esconder.
Mas eu sei,
sei do que sei...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Felicidade

Oportunidades
simples
para sorrir...

Perdemos o tato
do engraçado
para o desastroso

Rir, nem sempre
demanda idiotice.
Às vezes,

Só é necessário
um simples motivo
Como o teu sorriso

Para eu sorrir.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

I just wait

This sensation that you've
It is true
open your eyes
sick and sadness
ever litlle thougth
insignificant
Tell me
Do you wannabe somebody?
Besides you.

Das pontencialidades do ser

Alguns remédios são potencializados por outros
Algumas pessoas são potencializadas por outras
Alguns países são potencializados por dinheiro
Outros por armas nuclears
E mais alguns por homens bombas
O amor é potencializado à dois.
O ódio pelo pré-conceito.
A droga é potencializada pelo álcool.
A política pela mídia.
A beleza pelos seus olhos.
E eu sou potencializa pela música.

Um poema dia

Porque não há dúvida
Sem isso, fico em Morte Absoluta
Sem isso, tenho Sindrome de Abstinência
Sem você, minha vida não muda

Mas sem isso aqui, não sou nada, nem ninguém
Preciso disso
Assim como preciso de música para respirar
Como preciso de arte para viver

Sem isso, não existo
E nem mesmo sei fazer...

Sem inspiração,
exaurida, sugada, cansada, amarga, pacata
Mesmice de ser eu mesma, chatice
cheio de sentimentalismo e auto-reprovações
Depressão, euforia, TPM

Mas isso aqui, tira minha essencia
e me transforma em mais do que mulher
mais do que gente

Escrever não é apenas minha terapia
É meu vício...
Minha arte
O que sou
Como sou.
É isso aqui.

Da noite para o dia

Gente acorda todo dia
A gente acorda
Aquele pulso gritante dentro do nosso peito
Bate forte, alguma lenda pedindo transformação

A gente nem percebe, nem sabe o quanto é são
Viver revirogado, para mais tarnde dormir no colchão
Sem rimas estranhas, sem palavras de desilusão

A gente come e sente sede
A gente fere, e chora e causa tesão
Gente estranha, que a gente vê
e julga, e causa frison

E um dia tudo vira Cristo
No outro já não faz diferença, nem você faz questão
A gente como integral
No outro dia uma mistura calórica do que tinha no congelador

Passa tudo para uma conta
E desinfeta o banco, com medo do Guillen-Barré
Mas logo tudo volta ao normal
Pacato de ser, todo dia igual.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Amor de Joana.



E se apaxinar virou um vicio
E no começo é tão bom
E todos são bons e perfeitos para ela



Então Joana descobre que já não é a mesma



Ela já não encontra tantos detalhes perfeitos
E tudo passa a ser odioso e detestável
tão rápido que ela mal consegue entender
Então, dizem que ela está doente


E amar é apenas uma ilusão
Inventaram um nome para aquilo
que era complexo demais para ela reconhecer.

Ela passa a conhecer pessoas
E já não é mais a mesma


Joana não ama mais.



Não como antes.
Não com a paixão que amava
Porque ela amava amar
Ela se entregava
Se estribuchava por amor
E tudo estava errado


Agora, todo aquele entusiasmo

vira pó.



Ela sabe que está doente.
Não é amor.
Angustiada
desesperada pelo sofrimento que tudo aquilo lhe traz
ela se pergunta: Será que um dia eu saberei como amar?
Quando for amor?
Ou estou destinada à sempre e sempre me iludir.

Auto-conhecimento

Quando tudo o que você é
é mais complexo do que parece ser
Quando você descobre que nada está
em seu devido lugar

Nada caminha para o lado correto da estação
Você espera sentado lá
sozinho e abandonado por um milagre
Abandonado em todo seu conhecimento
porque você é o único a saber

E sendo assim, você é solitário
Porque todos caminham ali sem se importar
Todos continuam fazendo as mesmas coisas de sempre
Alienados.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A solidão.

De tudo que eu conheço
a solidão é a mais amêna
a mais interessante
a que mais me atrai.

Ela fala baixo, quando fala
não sorri, não chora
não tem sentimentos
Apenas me compreende

Não é uma velha amiga
mas também não é uma desconhecida
Não é nada
mas é alguma coisa que se perde.

Sinto falta dessa lógica
de nada para se fazer
e ninguém para se falar.
Sinto falta dela nesses momentos de angústia

De não explicar nada à ninguém.
E nem ter alguém para perguntar, por quê?
Tão pouco me basta.
E menos ainda eu tenho.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dor

Somos frágeis
Mais do que somos espertos
Quebramos fácil
Mais do que criamos curas
Sentimos dor
Às vezes, mais do que sentimos felicidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Felicidade atípica

Quando nossos corações não ficam aliviados com a tensão
De quando nossa angústica não se realiza
Mas também não liberta
Aquela resposta estranha que não ajuda

Nem confunde.

Nem opera.

Apenas coisas que deveriam ser boas.
Mas ficam normais.
E você não consegue entender porque não ficou tão feliz assim.

Deveria.
Como tudo que a sociedade espera.
Que ame e conheça seu filho.
Que case e seja fiel ao seu marido, mesmo não sendo.
Que viaje muito. Mas que não abandone tudo.

Porque nos dizem como nos devemos sentir.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sempre

Ficamos atrelados às dúvidas
e ao medo
Ao encantamento do medo
Porque é fácil temer...

Duvidar das razões à que somos capaz
e sempre, ou quase, se arrepender.
Porque somos incesatos ao que somos.

Nada de fervor
ou caos
Apenas o medo inerente ao ser
E vivemos apesar dele.