terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sem sono

Não consigo dormir, Romeu
Não consigo te deixar em paz
Já contei mil vezes os carneirinhos
pulando e re-pulando aquela maldita cerca
Já me contei estórias tediosas
Mas o sono se foi nessa guerra

Agora estou aqui,
escrevendo pra você Romeu.
Minha última esperança
é falar dessa insônia
dessa desordem natural

Não consigo fechar os olhos,
sem sentir medo de te perder
sem acreditar que você vai morrer
que as portas vão se fechar
que o veneno é fatal
que isso é reduntante
que a Julieta se vai também
que há jacarés,
e vampiros e caixões.

Romeu, me deixe em paz
quero meu sono de volta
minha paz restaurada
quero minha consciência limpa
quero viver longe de você!

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