sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O fim

Há uma melancolia na despedida
na morte, na ida e no término
Há essa tristeza, esse apego
e todos nós sabemos,
não tem jeito
é inevitável, somos finitos.

Então os dias se passam
A angústia passa
Até a felicidade passa
Outros recomeçam,
e outros são enterrados
Outros ainda, cremados.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sem sono

Não consigo dormir, Romeu
Não consigo te deixar em paz
Já contei mil vezes os carneirinhos
pulando e re-pulando aquela maldita cerca
Já me contei estórias tediosas
Mas o sono se foi nessa guerra

Agora estou aqui,
escrevendo pra você Romeu.
Minha última esperança
é falar dessa insônia
dessa desordem natural

Não consigo fechar os olhos,
sem sentir medo de te perder
sem acreditar que você vai morrer
que as portas vão se fechar
que o veneno é fatal
que isso é reduntante
que a Julieta se vai também
que há jacarés,
e vampiros e caixões.

Romeu, me deixe em paz
quero meu sono de volta
minha paz restaurada
quero minha consciência limpa
quero viver longe de você!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um vislumbre

Antes de jogar essa panela de arroz queimado fora,
tive um vislumbre:

Haviam moscas onde eles dormiam
Haviam.
E eles sentiam fome, e nada mais.
Porque já não sentiam.

Aquele cheiro forte de dor
Aquela cor, que era só a sujeira impregnada em suas peles
então, na verdade, não sabiam de que cor eram.
Não se viam mais.

Acordavam cedo, porque mal dormiam
E iam procurar no meio do lixo o que comer.
E não tinham luxo.
Comiam aquela comida amarga,
que era boa, porque não conheciam outro sabor no mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Queria ser sua musa

Eu gostaria de vê-lo
derreter em meu alento
Balbuciar meu nome inúmeras vezes
implorar que eu fique perto

Queria que você me desejasse
que me amasse, enfim, por completo
Não só meu corpo,
nem só minhas curvas
ou minhas travessuras

Queria ser sua mulher por inteiro
Que você valorizasse como penso
e escrevo
O que leio, como e bebo
Que apreciasse o que falo,
que me contasse o que pensas
e me explicasse sobre seus sonhos e medo
e segredos.

Queria ser sua musa,
e pedir para me amar de manhã
até o dia virar noite
e me amar por completo,
do começo ao fim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estou com medo desse sentimento novo

Estou com medo desse sentimento novo
Esse negócio que invadiu.
Não é um tédio qualquer
nem opção de ser
Está mais para uma falta do que sentir

Está vazio meu coração, por assim dizer.
Está sim, nada para sentir.
Nem tristeza porque alguém foi embora
Nem alegreia porque você poderá vim.

Vai ver, esses sentimentos estão guardados
Esperando o momento certo para explodir
E é disso que tenho medo.
Da explosão.
Da última vez, que veio esse silêncio

Ah! Daquela vez, achei que não fosse mais levantar
Ele me arrebatou, sofri as duras penas da paixão
Enfim passou, eu acho...

E agora, estou aqui
Numa maré calma, sem avistar nada ao horizonte
Aguardando a próxima tempestade.

domingo, 15 de agosto de 2010

É assim.

A gente demora tanto tempo para aprender
e mesmo assim, não aprende.
Acho mesmo, que são apenas lapsos de lucidez que me assolam

Mas é necessário errar sozinho,
não que os conselhos não funcionem
mas agora sim, fazem sentido.

É assim,
e agora sim, entendo,
Tudo passa, querido amigo, João
tudo realmente passa

e nem tudo pelo o que se perdeu tempo,
era importante
apesar que aquele tempo perdido fez sofrer
e só posso dizer isso agora.

E tudo passa.
Até, nós mesmo, passamos...

Nada mais me prende

Nada mais me prende à esses verbos
à essas inseguranças, que tanto desconheço
Essa vida doida, de espera
Por apravação.

Nada mais.

Em mim, só cabe esse sentimento
interminável de que ainda está meio vazio,
eu diria mais do que três quartos,
porque ainda falta muito que encher...

Cabe muito em mim.
Muito amis do que medo,
apesar do medo, às vezes ser necessário
e até as indecisões.

Mas além de tudo isso,
cabe muito mais em mim
do que esse conhecimento vão
que você chama de mundo.

domingo, 4 de julho de 2010

Não somos

Não somos mais amigos
nem colegas, nem conhecidos
Não somos mais parecidos

Não somos mais namorados,
nem fomos...
Não somos mais amantes,
carinhosos, nem aflitos

Não caminhamos mais juntos
Não somos mais ficantes,
nem peguetes, nem nos beijamos mais...

Não somos mais um par
somos dois, separados e distante
Não conversamos insanidades mais
Não nos ligamos, não completo mais suas frases
Você não me chama mais de sua


Não somos mais sexo
Nem preliminares, nem tesão
Não somos mais depois, nem futuro
Somos apenas solidão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dá pra saber

Dá pra saber que nada é para sempre
nem o amor,
nem a dor.

Dá pra ver que nada é real
nem começo
nem o fim.

Perdendo você

Das coisas estranhas que passei
das palavras medíocres que ouvi
Dos medos que ainda sinto
Nada se compara à essa sensação

Essa falta de tato ao perceber
que talvez, nós nunca mais nos veremos

Um mundo onde as possibilidades aumentam
e os grandes sonhos são possiveis
Nesse mesmo lugar,
fico apenas pensando,
como queria que você estivesse aqui...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Não está aqui.

São das coisas tristes que você tocou
essas lembranças que agora te traz aqui
gostaria de dizer que o tempo curou
mas a verdade, é que nada foi suficiente ainda

Você fica horas na minha mente ainda
fica passeando por entre os móveis
fica vagando por entre os comodos
E faz volume no lençol

Essas lembranças poderiam ir embora e me deixar aqui
me abandonar na tristeza com a desesperança
minha vida perde o colorido sem a sua presença
perde a brisa que tinha o seu sorriso

Mas nada faz sentido
Se você, de fato, não está aqui.

Não sou

Não sou culta
Não sou legal
Não sou famosa
Não sou importante
Adoro palavras cruzadas
E frases sem sentido
Humor estranho e desproporcional

quinta-feira, 17 de junho de 2010

eu sou

Eu sou
paradoxo
tênue e reforçado
mago e ser humano
magro e doente

Eu sou
falas tortas das coisas rotas
coisas simples que você sente
gosto bom de cuzcuz e leite

Eu sou
o medo sábio de quem não teme
as horas que não passam
e você não vê
coisas tolas para as lembranças
pequenos detalhes nas fotos

domingo, 6 de junho de 2010

A distância

Depois de tantos dias sem te ver Parece que as horas rodam sem propósito
Parece que os dias chegam em devaneio
Nada parece certo e bonito

São tantas as palavras para expressar sua falta
Tantas línguas, para apenas uma dizer: Saudade.

domingo, 30 de maio de 2010

Não fui amada

É verdade
olhe no fundo do seu coração
procure pelo doce amor que você achou sentir
procure por aquelas palavras doces
que você achou não iriam me ferir
A verdade é que nada era real

Eu tentei te alertar tantas vezes
mas estava embriagada em teus braços fortes
devotando todos meus sentimentos nisso
Que não foi suficiente.

Quando eu sentia seu coração perto
do meu peito.
Havia uma falha ali
Era tão doloroso admitir.
Não ser amada é indecifravelmente melancolico

Não tente consertar essas palavras idiotas
Não tente me olhar com esses pena
Eu sei viver com isso

Mas, a verdade é que você nunca me amou.

Não me ame

Eu sangro!
Eu sempre tenho algo amargo à dizer
Essas luzes bonitas de natal
são decantes e escondem o real sentido de tudo
Essa sociedade hipócrita e insolente
Não me olhe profundamente
pois aqui não habita esperanças,
meu caro amor
Não procure por mim na multidão
Não estou em qualquer lugar procurando por sonhos
Sou apenas essa aqui feita de desejos inconcretos
Feita de pastel.
Cor pastel.

Não me ame, nem por um minuto
Porque é tudo que vai durar
Esse encontro carnal
desproporcional
Nada pra mim, nunca vai significar
Então, não perca seu tempo
Não diga que me amou
Pois isso só tende a aumentar minha dor.

Nada demais

Você poderia me pedir para escolher melhor os fatos
Poderia pegar minha mão e me conduzir
Fantasias não cabem mais aqui

Nesse lugar sagrado
Cheio de poesia e tristeza
Cheio de coisas para se dizer

Aqui não se gonverna mais
São pequenos detalhes,
essas suas palavras feitas de imperfeição
que eu sei exatamtente o que querem dizer
Esse é o problema
Eu sei.
Eu sempre sei

E muitas vezes
gostaria de não saber...

Viver intensamente nesse mundo de fantasias
Onde minha auto-estima venceria qualquer dissabor.

Lágrimas

Mal enxergo essas linhas
você já percebeu minha necessidade
de dizer coisas desconexas
e ao meso serem tão perfeitas.

Você não vê?

Existe essa tristeza tão grande
que nada é suficente
nada compensa
e a dor é tão intensa
que parece que meu peito vai abrir
e continuar sangrando até sua volta

e nem falo de amor.

Vinho

Abraçando o barril
e desfocando o real
tentando a todo custo fugir desse lugar comum
dessas discussões desproporcionais
dessa necessidade humana e chata
de afeto e contato

Com duas garras e nada para dizer
sobre fatos desconcertados
sobre coisas que certamente você não entender
não me pergunte porque
Eu nem gosto de você tanto assim

Momentos amargos como este
dos quais necessito desesperadamente esquecer
é quando menos preciso de você.

Sofrimento

Deixe aqui
entorpecida em dor
e sofrimento
não me diga que vai ficar tdo bem
pois a dor que carrego no peito
da qual não consigo sequer mensionar
nada cura
o tempo não passa
e só parece piorar
essa dor, meu amigo
não vai melhorar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Segundos


E tem aquele momento em que
você pára
E pensa no que aconteceu.
Descobre
que naqueles exatos segundos anteriores
Algo aconteceu
e não existe nada que possa mudar aquilo
Para sempre.
Você repassa cada milésimo de segundo dos seus
atos indevidos
E fica claro que foi um momento de bobeira
que não volta
E para sempre terá que conviver com aquelas
consequencias
desde pingos de cloro em sua calça nova
até...
até uma decisão errada na rodovia e a
morte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Espelho falso



Caminhei ontem, por esses corredores
sozinha
E não tive problemas,
porque atrás dos vidros
haviam bonecos de cera, sem sentimentos
sem alma, sem vergonha
Eu apontava para eles, achando graça de serem tão imperfeitos
amarelos
e des-humanizados.
Eu caminhava em meu orgulho
Não sabia que um dia eu viraria um deles
Sem pensar muito, cheia de ávida paixão
cometi um erro eterno e perseguidor
E hoje, estou aqui, me olhando nesse espelho falso
Onde por trás do meu reflexo
existem vocês, me criticando
por ser assim, imóvel
frágil, amarela e
de cera.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O que é meu, é meu, o que é seu é meu também!

=Vamos casar?

-Com casa

-E com bolo?

=De véu?

-Não sou mais virgem...

=Ainda existe pudor?

=Mas quero um terno vermelho...

-A sociedade proibe, e não combina.

=Vamos ter filhos?

-Eu não quero, mas a sociedade vai estranhar.

=Então, vamos ter um cachorro.



=Com ou sem divisão de bens?

=Contrato?

=Traição!!!???

=Como pode pensar nisso,

=antes mesmo de me dar motivos?



-Não quero mudar meu nome.

=Mudar o meu vai ser estranho.

-Vamos continuar com a camisinha

=Você não me ama?

-Eu não te conheço.

=Vamos brigar mais.

-E fazer menos sexo.

-Vamos morar em duas casas?

=Então, casar para quê?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Meu dia

Porque é necessário ser especial
Porque as pessoas te abraçam
E dizem que você é importante...
Sim, é necessário um dia para isso.
Ainda bem que existe esse dia:
para lembrarmos de nós
e dos nossos pais
e do amor deles, antes de virar ódio
ou arrependimento
ou saudade.
E lembrarmos que nascemos disso.
Um dia para sabermos que somos amados
ou não.
Um dia, para sair da dieta,
sair da rotina,
sair para a balada,
ou para a pizzaria.
Para rir de todos os erros do ano passado
e lembrar dos planos para o futuro
cada vez mais perto.
Um dia para lembrarmos
que somos humanos e carentes
Esse é o dia do meu aniversário.

domingo, 2 de maio de 2010

Viver intensamente

De repente eu tinha me esquecido
De olhar para atrás e realmente aprender com os meu erros

Esqueci de quem eu sou
Fiquei tanto tempo perdida
esperando por você.

Sem saber que na verdade,
eu estava aqui todo esse tempo.

De repente, nada acontece por acaso
Mas viver, isso é definitivamente real
e único. Independente das escolhas.

Então, não vou me esquecer mais quem eu sou
Não vou mais ter medo
Porque o tempo passa
a hora passa
E eu não saberia mais quem eu sou.

sábado, 1 de maio de 2010

Sou muito mais poetisa.

Eu sou muita mais poetisa do que mulher
Sou muito mais poetisa do que amante
do que amiga, do que médica
do que filha.

Sou muito mais arte do que medo.
Mas sou angústia
Sou muito mais sentimentos
do que dúvidas

Sou muito mais ansiedade do que desespero.
Sou muito mais coragem
mas também sou muitos enganos.

Por isso estou aqui.
Sou muito mais constrangida
do que recebo perguntas realmente sinceras.

Sou muito mais humana
do que os des-humanos que carregam os pregos.
Que cometem os pecados que condenam.
Porque sou muito mais poetisa.

Não amo!

São apenas essas palavras
poéticas?! para inventar decorações
para esse comôdo aqui no meu peito.

Formas equivocadas de contar
estórias misteriosas
sobre noites em claro

Sobre acontecimentos medonhos
como um jeans apertado
Nada rima nessa rima.

Eu me redimo

Desculpe-me.
Sempre que dúvido de você.
É meu pré-conceito.
Meu formato de defesa,
meu medo de ser confundido com você.
Ou comparado à você.
E acabar me sentindo assim...

Uma idiota preconceituosa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre beijos e acasos

Mania tonta de contar as horas
De saber qundo você vai chegar
e te esperar partir...

Mania sem controle de contar seus passos
Esse destino é muito brincalhão
Controla meus passo até aqui.

Para te ver partir e me despedir.
Para pedir um beijo de boa noite.
Para desejar melhores escolhas...

Mania essa de te querer tanto
de acreditar que nada disso é proposital
é só o incosciente do destino em mim.

Pra te ver, essa mania doentia
de inventar desculpas...

domingo, 25 de abril de 2010

Seus olhos são claros

Seus olhos são claros
não pela cor,
mas pela transparência
pela verdade
pelo o que sente

Você já percebeu como fica feliz
quando me vê?

sábado, 24 de abril de 2010

Fantasia

É essa ansiedade estranha
que faz com que eu minta
Essa sensação de que tudo vai acabar logo
É isso que faz com que você acredite em mim

Mas nada disso é verdade
e já nem sei, o que de tudo isso
faz sentido.

Nada do que eu diga
preenche esse vazio
Nem mesmo, acreditar nas mentiras

E mesmo que eu diga que eu queria você aqui
Não sei se é verdade
Porque no fim, é tudo fantasia.

Fantasias etéreas
pecaminosas
picantes
embriagantes
Mas apenas, fantasias...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

You got me!

Não posso esconder o que sinto
só por medo de errar

Devemos sim, corrigir essas falhas
e aprender com elas

Montar novos quadros
e pintá-los com cores suaves
e mornas

Para que sempre mantenham
a forma.

Vire paisagens aconchegantes
como teu peito.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Por pouco

Por pouco, aquele acontecimento não vira
e deságua sobre nossos planos sombrios
Sonhando acordada, debruçada no balcão
Desejando o que não é, e nem pode
Ser meu...
Quantos pecados há nisso?
Se existe pecado...
Se existe céu, ou inferno...
Se é que existimos...
Triste sentimento de culpa me atinge.
Tinge. Verde-limão.
É a cor doentia dessa rima, sem cor.
Qnto custa um pedaço do paraíso?

Eu sei.

A beleza dos teus olhos está quando me vê
Salta aos teus olhos essa emoção
Eu sei que não é o que quer parecer
Mas também sei do que sei

Não é apenas intuição
Não é nada não...
Apenas observação.
Eu sei!

Eu sei, sim
que quando você me olha
Principalmente quando pensa que não vejo
Seus olhos brilham
Sua pele brilha
Seu sorriso é mais verdadeiro.
Você pode até esconder.
Mas eu sei,
sei do que sei...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Felicidade

Oportunidades
simples
para sorrir...

Perdemos o tato
do engraçado
para o desastroso

Rir, nem sempre
demanda idiotice.
Às vezes,

Só é necessário
um simples motivo
Como o teu sorriso

Para eu sorrir.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

I just wait

This sensation that you've
It is true
open your eyes
sick and sadness
ever litlle thougth
insignificant
Tell me
Do you wannabe somebody?
Besides you.

Das pontencialidades do ser

Alguns remédios são potencializados por outros
Algumas pessoas são potencializadas por outras
Alguns países são potencializados por dinheiro
Outros por armas nuclears
E mais alguns por homens bombas
O amor é potencializado à dois.
O ódio pelo pré-conceito.
A droga é potencializada pelo álcool.
A política pela mídia.
A beleza pelos seus olhos.
E eu sou potencializa pela música.

Um poema dia

Porque não há dúvida
Sem isso, fico em Morte Absoluta
Sem isso, tenho Sindrome de Abstinência
Sem você, minha vida não muda

Mas sem isso aqui, não sou nada, nem ninguém
Preciso disso
Assim como preciso de música para respirar
Como preciso de arte para viver

Sem isso, não existo
E nem mesmo sei fazer...

Sem inspiração,
exaurida, sugada, cansada, amarga, pacata
Mesmice de ser eu mesma, chatice
cheio de sentimentalismo e auto-reprovações
Depressão, euforia, TPM

Mas isso aqui, tira minha essencia
e me transforma em mais do que mulher
mais do que gente

Escrever não é apenas minha terapia
É meu vício...
Minha arte
O que sou
Como sou.
É isso aqui.

Da noite para o dia

Gente acorda todo dia
A gente acorda
Aquele pulso gritante dentro do nosso peito
Bate forte, alguma lenda pedindo transformação

A gente nem percebe, nem sabe o quanto é são
Viver revirogado, para mais tarnde dormir no colchão
Sem rimas estranhas, sem palavras de desilusão

A gente come e sente sede
A gente fere, e chora e causa tesão
Gente estranha, que a gente vê
e julga, e causa frison

E um dia tudo vira Cristo
No outro já não faz diferença, nem você faz questão
A gente como integral
No outro dia uma mistura calórica do que tinha no congelador

Passa tudo para uma conta
E desinfeta o banco, com medo do Guillen-Barré
Mas logo tudo volta ao normal
Pacato de ser, todo dia igual.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Amor de Joana.



E se apaxinar virou um vicio
E no começo é tão bom
E todos são bons e perfeitos para ela



Então Joana descobre que já não é a mesma



Ela já não encontra tantos detalhes perfeitos
E tudo passa a ser odioso e detestável
tão rápido que ela mal consegue entender
Então, dizem que ela está doente


E amar é apenas uma ilusão
Inventaram um nome para aquilo
que era complexo demais para ela reconhecer.

Ela passa a conhecer pessoas
E já não é mais a mesma


Joana não ama mais.



Não como antes.
Não com a paixão que amava
Porque ela amava amar
Ela se entregava
Se estribuchava por amor
E tudo estava errado


Agora, todo aquele entusiasmo

vira pó.



Ela sabe que está doente.
Não é amor.
Angustiada
desesperada pelo sofrimento que tudo aquilo lhe traz
ela se pergunta: Será que um dia eu saberei como amar?
Quando for amor?
Ou estou destinada à sempre e sempre me iludir.

Auto-conhecimento

Quando tudo o que você é
é mais complexo do que parece ser
Quando você descobre que nada está
em seu devido lugar

Nada caminha para o lado correto da estação
Você espera sentado lá
sozinho e abandonado por um milagre
Abandonado em todo seu conhecimento
porque você é o único a saber

E sendo assim, você é solitário
Porque todos caminham ali sem se importar
Todos continuam fazendo as mesmas coisas de sempre
Alienados.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A solidão.

De tudo que eu conheço
a solidão é a mais amêna
a mais interessante
a que mais me atrai.

Ela fala baixo, quando fala
não sorri, não chora
não tem sentimentos
Apenas me compreende

Não é uma velha amiga
mas também não é uma desconhecida
Não é nada
mas é alguma coisa que se perde.

Sinto falta dessa lógica
de nada para se fazer
e ninguém para se falar.
Sinto falta dela nesses momentos de angústia

De não explicar nada à ninguém.
E nem ter alguém para perguntar, por quê?
Tão pouco me basta.
E menos ainda eu tenho.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dor

Somos frágeis
Mais do que somos espertos
Quebramos fácil
Mais do que criamos curas
Sentimos dor
Às vezes, mais do que sentimos felicidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Felicidade atípica

Quando nossos corações não ficam aliviados com a tensão
De quando nossa angústica não se realiza
Mas também não liberta
Aquela resposta estranha que não ajuda

Nem confunde.

Nem opera.

Apenas coisas que deveriam ser boas.
Mas ficam normais.
E você não consegue entender porque não ficou tão feliz assim.

Deveria.
Como tudo que a sociedade espera.
Que ame e conheça seu filho.
Que case e seja fiel ao seu marido, mesmo não sendo.
Que viaje muito. Mas que não abandone tudo.

Porque nos dizem como nos devemos sentir.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sempre

Ficamos atrelados às dúvidas
e ao medo
Ao encantamento do medo
Porque é fácil temer...

Duvidar das razões à que somos capaz
e sempre, ou quase, se arrepender.
Porque somos incesatos ao que somos.

Nada de fervor
ou caos
Apenas o medo inerente ao ser
E vivemos apesar dele.